Raiva. Ponto (e virgula)

Perda de tempo. Pura perda de tempo. Mas que posso eu fazer? Sou estúpida, sempre fui, gasto os preciosos (?) minutos que me restam neste mundo a pensar no que nem sequer merece ser pensado por quem quer que seja.

Não vale a pena. Eu bem que tento racionalizar tudo isto, mas não consigo, de uma forma ou de outra dou por mim a pensar em certos quadrúpedes. Não vou especificar, por respeito aos animais em si.

Não entendo como é que alguém pode tirar tanto prazer da destruição à sua volta, ou será simplesmente uma maneira de chamar á atenção? Ou a força do hábito. Enfim, não consigo deixar de pensar que se trata só e apenas de puro egoísmo. Egocentrismo. E depois não vê o ridículo a que se expõe, num exarcebado papel de vítima que teima em representar. Mas como qualquer máscara, porque sim, tudo não passa disso, vai acabar por cair. Já começou, mas mesmo assim a criatura continua a agarrar-se de alma e coração (se bem que por vezes duvide da sua existência. Ou talvez tudo isto não passe da prova disso mesmo, que estão lá, ainda que os seus propósitos distorcidos.) ao seu papel. E por menos que eu o queira, entristece-me, sim. Mas nem é pla criatura em si. Talvez um pouco, pronto, mas mais ainda plos que estão à sua volta. Um tantinho de autocomiseração também, não o posso negar. Afinal sou humana, tal como ela. Mas ainda consigo calcular minimamente  a repercussão dos meus actos e palavras, se bem que as vezes me limite a ignorar isso.

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