“tatiana?…tinha saudades tuas”

há dias que duram séculos.

Como hoje. Hoje não podia ter acontecido, mas não posso lutar com o tempo e acabo por estar tão enlaçada no decorrer dos acontecimentos que às tantas estou presa e tenho que me deixar levar com a maré. Luto e afundo-me. Não luto, mas o encontro com o fundo (de quê ainda não percebi muito bem) acaba por ser inevitável. Não sei, acabo por assistir a tudo de dentro de mim e não sou eu quem controla aquele corpo. Como assistir a um filme, é o que tem sido existir aqui, assistir a um filme sentada dentro de um corpo que já me obedeceu um dia. Já não sou eu, sou outra coisa qualquer ou um eu que ainda não conhecia. E o que é que faço com o velho? Hei-de descobrir.

Já não sei de que falo, já não sei o que faço, não sei que mão foi aquela que tocou na tua, não sei. Cada vez sei menos de mim. Cada vez conheço melhor esta porra d desconhecimento que acabo por acreditar… nem sei em quê. Palavras com sentido nunca aqui as houve. Portanto esta amalgama de palavras não vai destoar do resto.

Ao menos isso não muda.