desire paths and cigarettes

é uma questão de escolhas.

e caminhos que se abrem e fecham incessantemente, é uma questão de momentos, de segundos, e já não há voltar atrás. Nunca há, por mais que se tente fazer inversão de marcha, é sempre em frente, por aqui, ou por ali, por onde nos vamos levando pela mão. E estranha-se, às vezes. Não é negativo. Nem positivo. Pura e simplesmente é. Um perpétuo movimento, mesmo na inércia da acção.

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estou um pouco perdida.

Na verdade estou muito perdida. Bastante, vá. Em mais aspectos dos que posso aperceber-me neste momento. Acho eu.

A invitabilidade das coisas assombra-me agora. A inevitabilidade do fim das coisas. O Fim assusta-me. Não saber o que se segue, ou se se pode vir a seguir alguma coisa sequer. O que mais me assusta é não conseguir reagir. Estou à espera, e só isso. Merda, não costumava ser assim tão fatalista, ou pelo menos durante um período de tempo tão alargado como agora.Costumava ter alguma fibra. Fazer. Resolver.

Mas parece ser mais fácil vir para aqui perder o meu tempo neste fóssil digital.

merda merda merda merda. tenho dito.

preciso de desabafar.

vai daí, lembrei-me da existência desta coisa que já foi o meu blog e se tornou mais uma peça morta no mundo cibernáutico, um de tantos cantos mais ou menos abandonados que flutuam por aí, “existem” algures num servidor qualquer.

serve.

 

Estou literalmente a nadar em merda. doiem-me as entranhas, mesmo no seu âmago. já vomitei, não sai mais nada, e no entanto parece que anda tanto aqui às voltas.

 

e parece que gosto de me torturar, merda de masoquismo. Merda. Só me queria sentir uma pessoa agora, e não esta coisa mais ou menos disforme e contorcida. Queria pelo menos conseguir descansar, mas descansar de verdade e não esta espécie de sono aos solavancos. Renovar. Renovar-me. Re-qualquer coisa.

é uma sensação de estranheza. Parece distante, visto daqui, mas depois está tão perto, quase roça o ridículo! Quase!

 

E outras coisas… já lá vão duas décadas. Está tudo igual. Casa nova a caminho (nova, do séc XVI, mas nova, sim), espaço para respirar, extravasar

E Paris.

a nova “aquisição”, que nos caiu de paraquedas =)
estava ao pé de um caixote do lixo, não consegui deixá-lo lá ficar. Provavelmente a mãe estaria a mudar as crias, talvez se sentisse ameaçada por alguma azão, e uma miudinhas tiraram-no do sítio,por desconhecimento, julgo eu. E deixaram-no ali. Sozinho tinha morrido, já começava a anoitecer e estava esfomeado. Nem os olhinhos tinha aberto, portanto devia ter cerca de 2 semaninhas. E agora está com um mês, mais ou menos, olhinhos abertos e uma é uma fofura. E ganhou uma casa nova =) (e uma irmã-gata-mais-velha que ainda se está a habituar a esta nova presença)thrt

album

Meu Deus, és a cara chapada dela. Ia jurar que são a mesma pessoa. Chega a meter medo!

Mas agora que reparo melhor, as diferenças. Nariz mais arredondado, a face mais redonda no seu todo, aliás. Até os olhos, menos rasgados e mais pequenos, sobrancelhas menos espessas, mais desenhadas. Olhos mais calmos, sim. O cabelo mais claro, mais desordenado, o queixo proeminente. A palidez também destoa do ligeiro moreno da pele dela, e as mãos… Essas realmente são outras, mais duras na sua forma, menos angulares e estreitas, muito pouco femininas. O sorriso é mais fechado, mas remete novamente para o rosto dela, os olhos estreitam-se da mesma maneira, aquelas pequenas rugas formam-se nos mesmos sítios, subindo do canto do olho para os lóbulos frontais. Aí há aquele mesmo calor, a sensação é parecida. Mas com uma força diferente.

 

No entanto, há mais a aproximá-las, a vários níveis, que a separá-las. E isso nota-se, mais ainda que as diferenças, muitas não descritas. Sente-se. Partilham em parte a mesma alma, aura, o que se lhe quiser chamar.  Sangue também. E o que as distingue, de certa forma, aproxima-as.

aluga-se – Deus

As pessoas que não acreditam em nada são tristes.

Ouvi isto em qualquer lado. Começo a acreditar que não acredito em nada. Isto vem e vai. Às vezes acho que não vale a pena, ou custa demais, ou acaba por ser mais fácil pensar, ou acreditar, que isto é A Verdade.
Não sei muito bem, devem ser as tais crises de fé. Ou uma treta assim.

No entanto, preciso de acreditar. Para continuar, mais não seja (continuar o quê? como? hem?!)
Preciso de um Deus em que Acreditar. Talvez precise de ser o meu próprio Deus. Acreditar-me. Em mim. Por mim.

Foda-se, isto agora está difícil.

enfim.

Acordei cedíssimo hoje, sem razão aparente. Acordei e pronto, não consegui voltar a adormecer, e tenho a barriga às voltas, e está uma luz bonita lá fora.

 

E daqui a pouco volta a rotina do costume, hoje com mais calma. Tenho tempo, até demais. E isto não interessa absolutamente nada, mas apeteceu-me escrever, mais não seja para queimar uns minutos, para ocupar mais um tempinho, sei lá. Não é que alguém leia isto. Ainda bem! Para que raio tenho eu um blog?

Blegh.

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(giro. amanheceu tão cedo hoje.)